• Ana Carvalho

A HISTÓRIA DO MEU RENASCIMENTO #ANA30TRIP

🎧 Para ler ouvindo Nothing but Thieves - Amsterdam.

Tudo começou em Lisboa. A cidade natal da minha querida Vó Elisa, de quem herdei meu nome do meio (sim, me chamo Ana Elisa). Mais do que uma comemoração icônica de 30 anos, a viagem de março de 2019 foi cheia de significados, lugares e pessoas incríveis. Vou tentar passar um pouco das sensações e aprendizados aqui.

Me hospedei em Alfama, bairro cheio daquelas clássicas casinhas com sacadinhas floridas e azulejos azuis. Entendi na hora a paixão da minha vó por Portugal. Me senti em casa e chorei.


Foi lá que finalmente conheci a Jessica Soreval (@jessicasoreval)! No Brasil a gente não conseguia arranjar tempo para se encontrar. Entendi como a rotina frenética nos rouba momentos importantes. Jessica me apresentou os pontos mais legais da cidade com outras brasileiras incrívelmente inspiradoras. Espero reve-las em breve.


A chegada em Londres foi uma aventura! Eram 3 da manhã e o hostel era dentro de um parque que já estava com os portões fechados. Depois de muito procurar uma entrada, descobri que ia ter que caminhar entre árvores, com todas as minhas coisas, naquele horario.


Fiquei com medo.

O taxista percebeu.


Ele estacionou o carro, caminhou comigo até a porta do estabelecimento e me cobrou metade da corrida. A sensação de extrema segurança com um desconhecido era algo que há tempos não sentia.


No início me achei idiota por ter comprado uma passagem na madrugada, mas o sentimento logo mudou quando fui recepcionada pelo Florin. Um Romênio muito gente boa que me fez sentir em casa. Ficamos amigos de verdade e mantemos o contato até hoje (sorry for the portuguese, guess youll just have to use the translator my friend).



Meu primeiro passeio na cidade foi em Camden Town. Todo mundo para quem pedi dicas me indicou esse lugar. Ouvi até dizerem que é o lugar mais "minha cara" do mundo. Acho que concordo, viu?



Curtindo uma noite no hostel fiz amizade com a mexicana Yetzy. Batemos perna por museus, Oxford Street e terminamos na St Patricks Day Parade.




Eu não sei falar espanhol mas entendo. Nossos diálogos eram engraçados, ela falava em espanhol e eu respondia em inglês. Independente da língua e da cultura descobrimos que as situações que passamos como mulheres são as mesmas.

Ainda em Londres, alguém deixou na minha cama o livro How To Stop Time. Ele conta a história de um homem que não envelhece e seu relacionamento com o tempo. Veio muito bem a calhar! Me acompanhou durante o passeio no River Bus em direção a Greenwich, onde eu parei um pouco e curti a leitura com uma vista de tirar o fôlego.



E quando achei que tinha encontrado o melhor lugar do mundo, conheci Amsterdã. Fui pra lá num EuroStar, o trem que passa por baixo do Atlântico.


Amaterdã foi onde escolhi comemorar a data oficial do aniversário com um amigo, o Natan. Faziam dois anos que não nos víamos!

Tive oportunidade de perto as obras do Bansky de pertinho.


Comer junk food vegana. JUNK de verdade. Em um restaurante todo cor de rosa <3


Também fiz uma Free Walking Tour na capital e conheci Zaanches Saans, uma cidadezinha do interior que parece ter saído diretamente de um conto de fadas. O lugar mais lindo que meus olhos já viram. Daqueles que você acha que só existe em filme.


Mas foi num pub local de Amsterdã em que me apaixonei perdidamente pelo país. Entendi que lá vc é livre para ser quem quiser, sem julgamentos, e as pessoas são incrivelmente simples. Parece que não perdem tempo com o que não importa, sabe? Tipo roupas de marca e preocupação excessiva com o visual. E não por isso deixam de ser lindos, muito pelo contrário. Será esse o segredo da felicidade?


Obrigada Natan, por ter me recebido tão bem na sua casa e por ter me ensinado a atravessar a rua no trânsito de bikes. Amei te ver depois de dois anos de saudade! <3

Encerrei a aventura retornando pra Lisboa.

Tive o privilégio de conversar com a responsável pelo setor de planejamento de uma agência europeia, a Lola Normajean. Foi incrível entender as diferenças entre nossos mercados. Obrigada Rodrigo pelo contato! É uma pena que não tenha saído nosso almoço.



No último dia a gratidão tanta que não aguentei em fazer uma tatuagem para marcar o momento. Escrevi March, 2019 no meu braço. E não é que o tatuador era brasileiro? Fabiano me ajudou a enxergar as belezas do nosso país no momento em que eu estava melancólica pela volta.


E quando achei que tinha acabado, no pôr do sol no Rio Tejo conheci Daniel e seus amigos - tão nativos mas tããão nativos que sua fala muitas vezes era mais difícil de entende-los do que o inglês britânico. Segundo eles eu falo brasileiro e não português. Faz sentido.



Falamos sobre a vida, música, política e ressignificamos o provérbio "camarão que dorme a onda leva". O dia e a viagem acabaram em pizza (e vinho) em um bequinho cheio de degraus do Baixa Chiado.


Volto para o Brasil com a mente aberta, o coração na mão e muitas saudades. Meu relacionamento com o tempo, com o dinheiro, com meu país e o mundo mudou.

Conhecer pessoas de diferentes lugares me fez entender melhor que somos todos parte de uma só coisa chamada vida na Terra. Estamos todos sob o mesmo sol, tudo está conecado. Podemos fazer o que quisermos, onde quisermos. É só fazer.

Obrigada vida. Você nunca mais será a mesma.

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo